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Braille proporciona aos deficientes visuais autonomia e autoestima

08/04/2015
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O ensino em Braille no DF é oferecido pelo Instituto Federal de Brasília (IFB), que possui em todos os seus campi os Núcleos de Apoio às Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (Napne). A professora de Braille há 18 anos, servidora do IFB, Girlane Ferreira Florindo, afirmou, “o aluno cego, com o sistema Braille, consegue a inclusão e aprende de tudo, nossa ideia é ajudar os deficientes visuais e surdos a entrar no mercado de trabalho”.

 

Em Brasília, os deficientes visuais também contam com o apoio da Associação Brasiliense De Deficientes Visuais (ABDV) que fiscaliza a inclusão de material em Braille e também produz cardápios e materiais gráficos diversos para eventos, cursos e outras atividades.

 

Conforme o coordenador de impressão em Braille da ABDV, Justino Bastos, “nosso objetivo é garantir a defesa de direitos da pessoa com deficiência visual e fazer valer a Lei Distrital, 3634/2005, que prevê a adequação dos cardápios de restaurantes e similares à linguagem em Braille”.

 

Outro espaço que oferece a inclusão para as pessoas com deficiência visual é a Biblioteca Braille Dorina Nowill, instalada há 20 anos, no Espaço Cultural de Taguatinga disponibiliza 680 títulos em Braille, o que corresponde 2.400 volumes, além de 800 livros em áudio e 650 livros em tinta, que foram oferecidos em premiação do Concurso Machado de Assis -2009, promovido pelo Ministério da Cultura.

 

A supervisora geral da Biblioteca Braille Dorina Nowill, Dinora Couto Cançado, revelou, “os 650 livros em tinta são importantes para o nosso trabalho, através deles, conseguimos fazer a inclusão do espaço para todos os públicos, com esses exemplares criamos o ponto de leitura, assim atendemos, os deficientes visuais e também pessoas que não têm nenhuma deficiência, o espaço proporciona a interação de todos os frequentadores. Os livros de tinta são utilizados pelos leitores e para tornar acessível aos cegos e pessoas de baixa visão, incluímos esses exemplares no projeto “Contando História no Ponto”, são rodas de leitura, onde contadores de história apresentam o fato utilizando técnicas, como a verbalização do conto, performance teatral, além de utilizar figurinos e objetos que são apresentados pela áudio descrição. O objetivo é trabalhar com todos os sentidos e proporcionar ao deficiente visual a oportunidade de viver a história de forma profunda”.

 

Ela completa afirmando que  “queremos atrair e fidelizar os deficientes visuais, os familiares, os amigos, autores de livros e toda comunidade com o Ponto de História, a próxima atividade, já está marcada para dia 17 de abril, no horário de 09h00 até 12h00, na Biblioteca Braille, em Taguatinga. Convidamos toda a comunidade. Nossas ações visam desenvolver e cultivar o prazer de ler, interagir os escritores com os leitores, resgatar e promover a autoestima nos deficientes visuais”.


 

O apaixonado por leitura e frequentador da Biblioteca Braille Dorina Nowill, Tony Dourado, 16 anos, cego desde o nascimento, aprendeu o Braille e sempre está presente nas rodas de leitura, revelou, “aqui é maravilhoso, já fiz vários amigos nesse espaço, me ajuda em tudo, venho sempre animado, já fiz leitura em Braille de 20 obras, é muito bom”.

 

Fonte: Brasil Notícia

 

Fotos: Ricardo Padue/Brasil Notícia

 

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