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Escola pública conquista 186 medalhas em olimpíadas de Matemática com professor que usa jogos em sala

14/05/2015
Notícias
Institucional

O professor Luiz Felipe à frente de alguns de seus alunos medalhistas: (a partir da esquerda) Isabella Rodrigues,

Victor Marinho, Gerson Fernandes, Luana Soroa e Giovanna Diehl Foto: Urbano Erbiste



Luiz Felipe Lins sempre gostou de resolver problemas. Na época de estudante, percebeu que a Matemática, ensinada na base da decoreba, inspirava medo em seus colegas. Decidiu, então, encarar o desafio de tornar a disciplina prazerosa. Hoje, aos 42 anos, pode-se dizer que ele tirou nota dez nessa prova. Na Escola Municipal Francis Hime, na Taquara, onde o professor Luiz Felipe brinca com os números, 186 alunos já conquistaram medalhas em olimpíadas de Matemática. Agora, o mestre prepara seus pupilos para mais um passo nessa estrada vitoriosa: a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), em junho.

 

— Aqui a Matemática não é um monstro — resume o professor, que aplica jogos criados por ele mesmo na sala de aula: — Em vez de passar um monte de exercícios, ofereço aos alunos jogos que servem para construir conceitos e também para exercitar.

 

A técnica não demorou a render frutos, e quando os primeiros alunos começaram a se destacar em competições de Matemática, em 2005, outros estudantes despertaram para a chance de reconhecimento.

 

 

Além das aulas previstas na grade curricular, Luiz Felipe passou a dedicar horas extras à tarde e até aos sábados para dar aulas de reforço.

 

— Os pais vinham para a escola e preparavam nosso almoço enquanto a gente estudava lá dentro — conta ele.

 

O esforço fez da Francis Hime uma das escolas mais premiadas do Brasil. Na secretaria da unidade, está guardado o tesouro: medalhas, troféus e diplomas da OBMEP, da Olimpíada de Matemática do Estado do Rio (OMERJ), da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), e da Canguru Matemático Sem Fronteiras, uma competição que reúne estudantes de 55 países.

 

 

ESTUDANTES DISPUTADOS - A satisfação do professor Luiz Felipe não se resume à conquista de medalhas em olimpíadas de Matemática. Para ele, o maior prêmio é receber a notícia de ex-alunos que superaram os obstáculos da vida e seguiram os estudos em instituições de ponta.

 

— Tenho alunos no IME (Instituto Militar de Engenharia), na UFRJ, na Uerj... A maioria estudando engenharia ou outros cursos na área de exatas — orgulha-se o professor, que estudou em escolas públicas antes de fazer a faculdade de Matemática na Uerj. Hoje, ele faz mestrado na UniRio.

 

A visibilidade que os estudantes ganham nas competições rende oportunidades. Segundo Luiz Felipe, os medalhistas são disputados a peso de ouro pelas escolas particulares, que oferecem bolsas de ensino médio. A Francis Hime só tem turmas até o 9º ano.

— As particulares brigam por eles. Enquanto uma oferece bolsa de estudos, outra oferece uma bolsa e um laptop. E por aí vai — conta.

 

Na última edição da OBMEP, a Francis Hime conquistou ouro, prata e bronze. Quem levou a maior honraria foi Gerson Fernandes Manso Filho, de 13 anos, que concorreu na categoria de alunos do 8º e 9º anos.

 

 

— No 6º ano, cheguei a passar para a fase final da OBMEP, mas fiquei nervoso e não fiz a prova. Dessa vez, fiz e conquistei o ouro. Minha família ficou tão feliz que fez uma festa lá em casa, com direito a bolo e tudo — conta.

 

 

Isabella Rodrigues, de 13 anos, que levou a prata na competição, tomou tanto gosto pela Matemática que decidiu seguir na área de exatas.

— Vou fazer faculdade de Engenharia Mecânica — diz.



Imagens: Urbano Erbiste

 

Fonte: Pedro Zuazo / Extra

 

 

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