Área Restrita

Setor de educação recebe bem `novo Fies`

16/06/2015
Notícias
Institucional

O setor de ensino superior privado está considerando positivas as mudanças a serem implantadas no segundo semestre deste ano no programa de financiamento estudantil do governo, o Fies, apesar da redução no número de novos contratos. O novo modelo, ainda não anunciado oficialmente, terá alta de juros e redução do limite de renda dos alunos atendidos.

 

De acordo com fontes do setor, o Fies vai ter elevada de 3,4% para 6,5% ao ano a taxa de juros. A carência, período após o curso em que o aluno ainda não precisa amortizar a dívida, cai de 18 para 12 meses. Num primeiro momento, as fontes afirmaram que não haveria redução no prazo de amortização, mas mais tarde confirmaram que ele caiu para duas vezes o tamanho do curso mais um ano (antes esse prazo era de três vezes o tamanho do curso somado de um ano). Ou seja, um curso de quatro anos deve ser pago em até nove anos somado da carência e não mais em 13 anos.

 

Executivos das grandes companhias do setor comentaram o novo modelo ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, mas não quiseram se identificar porque o anuncio ainda não é oficial.

 

Para um dos executivos dos principais grupos de ensino, a elevação dos juros e alteração nos prazos não deve trazer grandes impactos para o programa. `Continua sendo bastante atrativo para o aluno`, diz.

 

O que as empresas consideram desafiador é a redução no número de novos contratos. O setor espera 100 mil novos financiamentos do Fies no segundo semestre. Analistas do BTG Pactual consideraram que este patamar não deve ser representativo para a captação de novos alunos das companhias.

 

O impacto negativo do encolhimento do Fies é reconhecido por entidades do setor. `O desafio é o impacto que uma menor oferta do Fies tem na captação de novos alunos, mas essa é uma realidade e as empresas vão ter que se reinventar`, diz o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Caldas. `O importante é haver uma nova oferta e há o esforço de atender o maior número possível de alunos com o orçamento restrito do governo`, comenta, sem dar detalhes sobre as informações a respeito do novo formato do Fies.

 

Somada à oferta de financiamentos do primeiro trimestre, devem ser cerca de 350 mil contratos ao todo em 2015, patamar inferior aos mais de 500 mil de 2013 e aos mais de 700 mil de 2014. Para outro alto executivo de um grande grupo, o montante mais enxuto de financiamentos deve se manter nos próximos anos.

 

A redução da faixa de renda dos atendidos pelo programa também é vista positivamente, mas torna ainda mais clara a urgência de as empresas buscarem alternativas.

 

Até o último ciclo do Fies, podiam pedir financiamento estudantes com renda familiar mensal de até 20 salários mínimos, sendo que o financiamento de 100% do curso só era dado para rendas até 10 salários mínimos. De acordo com as fontes, agora o Fies ficará restrito para faixas de 1,5 a 3 salários mínimos per capita.

 

Com isso, na avaliação dos executivos, surge uma faixa de estudantes que ficam num `limbo`: não são atendidos pelo Fies, mas também não teriam capacidade financeira para pagar o curso integralmente. As atuais alternativas de financiamento privado ainda são vistas como insuficientes, incapazes de dar conta do volume grande de estudantes sem recursos.

 

Fonte: UOL Educação

 

 

Downloads

fsp386
Baixar

Veja Também

08/06/2015
Institucional

Enem 2015 já recebeu 5,8 milhões de inscrições

Balanço divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) informa que, até as 10h de hoje (4), 5,8 milhões de estudantes fizeram a inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O prazo de inscrições termina amanhã (5), às 23h59 (no horário de Brasília). As provas serão nos dias 24 e 25 de outubro em mais de 1,7 mil cidades. As inscrições devem ser feitas pela internet, no site do Enem. Amanhã também é a data limite para fazer qualquer alteração nos dados cadastrais.

05/03/2012
Institucional

pensar-e-perguntar-faz-um-profissional-criativo-

  Especialistas em criatividade e inovação explicam que a base de novas ideias é o questionamento; Pergunte-se como mudar as coisas.  Especialistas em criatividade e inovação explicam que a base de novas ideias é o questionamento; Pergunte-se como mudar as coisas.  “O conhecimento está 'comoditizado'. Todo mundo recebe as mesmas informações e estuda as mesmas coisas”, analisa o consultor em criatividade e inovação Antônio Teixeira. A solução é começar a pensar fora da caixa, para se destacar nas organizações. Porém, embora esteja cada vez mais claro que as empresas precisam de profissionais inovadores e criativos, como desenvolver essas competências? Primeiro,...

Comentários

CAPTCHA Image
Recarregar Imagem