Área Restrita

Planejamento evita o retrabalho

09/03/2012
Notícias
Institucional

 

O verão é uma das estações mais esperadas do ano no Brasil, pois é a época que muitas pessoas tiram férias e aproveitam para descansar, movimentando o segmento turístico em algumas capitais do país. Contudo, este período também é um dos mais temidos e preocupantes para milhares de cidadãos, já que a estação traz, além do sol, muita chuva.


Neste início do ano, o Brasil enfrentou extremos opostos. No sudeste, a população sofreu com as chuvas, desabamentos, cidades inundadas, pessoas desabrigadas e mortes. No sul do país, é a seca que castiga os moradores, arruinando várias lavouras de soja e milho na região. As perdas causaram prejuízos de mais de US$ 1 bilhão.


Em meio ao caos, o governo tenta amparar as vítimas e os desabrigados destinando verbas vultosas as regiões afetadas pelos desastres naturais. Uma vez resolvida a questão, todos ficam bem. Pelo menos até a próxima temporada de chuvas e estiagem.


Contudo, sabe-se que muitos desastres decorrentes das chuvas e da seca poderiam ser evitados. É preciso, por exemplo, repensar a capacidade de gestão do uso e ocupação do solo das cidades e criar soluções para escoar a água da chuva. Educar as pessoas a não jogarem lixo e entulho nas ruas e promover a limpeza regular de vias públicas e galerias de esgoto são outras medidas preventivas e simples que podem ajudar a evitar que as chuvas continuem a inundar casas e a fazer vítimas.


Muito comum também nesse período chuvoso é a quantidade de buracos que aparecem nas pistas e rodovias. O asfalto parece dissolver a cada enxurrada, levando consigo milhões de reais e, a cada operação tapa buraco, mais dinheiro é gasto. Isso não aconteceria caso houvesse planejamento e gestão. Não seria muito mais vantajoso pagar um pouco mais por tecnologias modernas de pavimentação do que investir em recapeamentos emergenciais?


Caso houvesse manutenção viária constante, com planejamento e gestão, as chances de aparecer buracos nas vias diminuiriam. Uma economia para o país e para o bolso do contribuinte. Mas o que observamos é muito re-trabalho e refazer tarefas gera prejuízos enormes: desperdiça-se tempo, recursos humanos e materiais, e esforço. Sem contar o desgaste pessoal gerado a cada trabalho que precisa ser refeito.


Para evitar isso é necessário verificar onde o re-trabalho está acontecendo, suas causas, periodicidade – se é esporádico ou frequente – e, depois, elaborar um planejamento com medidas para acabar com esse problema que vem afetando todos os setores da economia.


São medidas simples, mas parece que coerência não é o forte de alguns governantes neste país. Esta cultura está enraizada no Brasil, tornado-o menos competitivo com relação a redução de custos e oportunidades. Faltariam páginas para listar todos os problemas vividos hoje no país, mas bastam apenas duas palavras para dizer a razão pelo qual eles aparecem: falta planejamento. É constante o re-trabalho no governo e o que nós contribuintes observamos são serviços mal feitos, realizados na maioria dos casos para solucionar um problema emergencial, são refeitos e, esse reparo, custa milhões para os cofres públicos todos os anos.


É preciso começar imediatamente uma gestão com planejamento, com bom senso e honestidade. Precisamos acabar com a cultura do “jeitinho brasileiro” e parar de apagar incêndios. Mas, para mudar, é necessário investir em uma gestão profissional e por um fim nesse modelo arraigado no país, que vem se perpetuando de quatro em quatro anos.


O país precisa, portanto, de uma administração gerenciada por profissionais qualificados e preparados, e de um planejamento antecipado e focado. Isso fará com que o Brasil se torne um país de primeiro mundo. É preciso uma equipe integrada e a integração só acontece com o compromisso. O compromisso gera confiança e a confiança gera credibilidade.




Fonte: CFA/  Sebastião Luiz de Mello




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